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Textos e Artigos
Laboratório de informática como ambiente de aprendizagem
Alice Lanalice*
Usar o laboratório de informática na escola significa criar um ambiente virtual de aprendizagem. Se o conhecimento se dá por meio da interatividade, na medida que o sujeito interage com o contexto e os objetos ali existentes, também no laboratório de informática o aluno encontrará oportunidades de aprendizagem no contato com os equipamentos eletrônicos.
Por meio da Internet, ele navega livremente e recebe um número grande de informações de forma não seqüencial, formando conexões não precisas e enfrentando ambigüidades e incertezas no mundo de diversidades. Essa nova maneira de receber as informações é bem diferente daquela trajetória definida pelo conhecimento sistematizado e organizado do ensino tradicional.
Entretanto, essa diferença não altera o princípio da aprendizagem, quando se diz que qualquer conteúdo que chega ao aluno pode provocar interesse desde que tenha significado para ele.
Graças à Internet, é possível ter uma vitrine do mundo e descobrir o que acontece em toda parte. A quantidade de informações, uma das suas vantagens, também constitui o seu maior defeito: a Web é caótica e não tem uma lógica. Não basta clicar para obter o que se deseja. É preciso saber onde se localizam as informações, que qualidade têm, o que nos interessa, ou seja, é preciso que o professor faça a intermediação dessas informações para ajudar o aluno a desenvolver o espírito crítico e seletivo.
Além disso, se o objetivo é colher as informações para criar novos conhecimentos, é preciso ainda que o aluno tenha competência e habilidade para analisar e sintetizar as informações, e não simplesmente fazer um ?recorte e cole? das consultas feitas.
No geral, o aluno tem um encantamento pelo uso da Internet em função da interatividade que ela proporciona e da riqueza dos desdobramentos dessa ação.
A Internet pode constituir uma ferramenta didática a mais se o professor intermediar as informações recebidas pelo aluno. O seu papel fundamental será o de avaliar a qualidade do material recebido, para que o aluno desenvolva autonomia na seleção desse conteúdo e possa, assim, fortalecer o seu protagonismo e, conseqüentemente, o seu auto-conceito.
Nesse sentido, o aluno deixa de ser apenas um receptor de informações para se tornar o responsável pela aquisição de seu conhecimento, porque lhe é dada a liberdade de trabalhar com conteúdos que estejam em sintonia com seus interesses e necessidades.
| Edgar Morin, em seu livro "Os Sete Saberes Necessários à Educação do Futuro", diz que o ser humano é ao mesmo tempo biológico, psíquico, social, afetivo e racional e a sociedade comporta as dimensões histórica, econômica e religiosa. O autor diz ainda que não se pode isolar as partes umas das outras, que o conhecimento é transdisciplinar e que as unidades complexas são multidimensionais. Nesse sentido, podemos dizer que as informações disponíveis na Internet chegam ao usuário (no caso, ao aluno) com o ?clicar? dos dedos e, portanto, de forma transdisciplinar, diferentemente do hábito da escola, onde os conteúdos (História, Geografia, Ciências Físicas e Biológicas etc.) estão divididos didaticamente em grades curriculares nas várias disciplinas. |
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Para saber mais:
Como montar a sala de informática na escola. Começar com atividades simples
* Alice Lanalice é pedagoga e coordenadora do Aulas Unidas, projeto de intercâmbio virtual entre escolas, realizado pelo EducaRede
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17/07/2003
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