04/07/2009
     

 

 

Lugar de lixo eletrônico é na lixeira



 

 



Crédito: Ene / DreamstimeViagra, Cialis, as fotos que você queria, oportunidade única, grandes promoções...Estes são apenas alguns dos mais comuns e-mails indesejados que aportam nas caixas postais dos internautas todos os dias. Conhecido como spam, ou lixo eletrônico, esse tipo de e-mail se transformou em uma espécie de praga da Internet. Eles chegam às centenas, geralmente fazendo propaganda não solicitada dos mais variados tipos de produtos. Alguns, porém, têm o objetivo de coletar dados pessoais do usuário.


O spam é uma forma barata que os anunciantes encontraram para fazer propaganda sem ter os custos operacionais de um sistema convencional de publicidade. Seu único trabalho é gerenciar as listas de milhares de e-mails e encontrar formas de burlar as barreiras (filtros de mensagens) que os serviços de e-mail e os provedores de Internet se viram obrigados a implantar e atualizar diariamente. Segundo dados de 2007 do MAAWG (Message Anti-Abuse Working Group), entre 82% e 87% dos e-mails trocados diariamente são spam. Desses, menos da metade consegue ser barrada pelos filtros dos serviços de e-mail.

Os EUA lideram o ranking de spammers, seguidos por Coreia do Sul, China, Rússia e Brasil. Com tanta mensagem não solicitada entupindo servidores e caixas postais, é natural que alguém perca dinheiro. Em 2001, quando a circulação de spam atingiu o auge e ainda não havia filtros automáticos, a Comissão de Mercado Interno da União Européia estimou em 10 bilhões de euros as perdas provocadas pelo spam. Essas perdas se contabilizam em:

• Tempo de conexão para fazer o download das mensagens
• Tempo gasto para apagar as mensagens e criar filtros no programa de e-mail
• Consumo de recursos do computador do usuário
• Consumo dos recursos dos servidores de rede
• Custo das assinaturas de serviços de e-mail e
• Custos com aquisição de software de proteção anti-spam.

Assim como a quantidade de spam circulando de 2001 para cá, as perdas aumentaram exponencialmente. Segundo o SophosLab, só o Estado da Califórnia (EUA) registrou perdas de US$ 13 bilhões com spam em 2007. É muita coisa – 13% do PIB do Estado de São Paulo (dados de 2008).


Mas, além dos custos, há outros riscos embutidos no spam. Muitas das mensagens não solicitadas são enviadas com o objetivo de coletar dados pessoais do destinatário (senhas e números de conta bancária ou de cartões de créditos). Elas trazem uma mensagem mentirosa que induz o usuário a clicar em um link para atualizar seus dados bancários ou para baixar um programa de correção de falha de segurança do sistema operacional ou de uma determinada rede de relacionamentos. Quando o incauto clica no link, instala um vírus ou um programa que fica monitorando os passos do usuário e registrando informações pessoais. Em algum momento, esse programa envia essas informações ao criador da mensagem.

Para evitar que dados sensíveis como os do serviço de banco online ou do cartão de crédito caia na mão de pessoas indesejadas, o usuário deve ignorar esse tipo de mensagem de alerta, apagando o e-mail sem pensar duas vezes. Bancos não costumam pedir senha ou recadastramento de dados pessoais por e-mail, e empresas sérias utilizam seus sites oficiais para distribuir correções de software.

Com os usuários cada vez mais alertas para os perigos do lixo eletrônico, os spammers estão buscando novos meios para enviar suas mensagens não solicitadas. O telefone celular é o alvo mais recente. Não é raro mensagens de texto chegarem nos celulares fazendo propaganda de algum produto ou serviço. E, neste caso, ainda não há filtro para bloquear automaticamente esse tipo de spam.

Para saber mais leia o artigo do ComoTudoFunciona.


Comitê Gestor da Internet no Brasil


Assista a uma série produzida pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil com quatro vídeos sobre segurança na web:


Navegar é Preciso

O vídeo trata do funcionamento da Internet, com suas vantagens, riscos e necessidade de proteção, principalmente mecanismos como o firewall.





Os Invasores

Apresenta os tipos de códigos maliciosos e como eles podem entrar no computador do usuário, reforçando que a maioria dos códigos têm mais de um vetor de entrada e por isso mais de uma proteção é necessária.





Spam

Aborda os tipos de spam existentes, suas diferenças e malefícios, incluindo códigos maliciosos e fraudes.





A Defesa

O objetivo do vídeo é mostrar ao usuário como se proteger de ameaças e navegar com mais segurança na rede.






 

Mais

>> Responda a um Quiz sobre spam – parte 1
>> Responda a um Quiz sobre spam – parte 2