|
Celular, a tela que não se apaga
 |
A telefonia celular facilita a comunicação entre as pessoas. Graças a ela podemos falar ou enviar mensagens a qualquer pessoa, de qualquer lugar. Porém, o celular é muito mais que isso: permite conectar-se à Internet, jogar, escutar música, gravar vídeos, tirar fotos, descarregar ou trocar arquivos. Você já parou para pensar sobre que uso as crianças fazem dele e que consequências isso tem?
Hábitos de consumo
A maioria das crianças dispõem de celular e o mantém ativo o tempo todo e em todos os lugares. Ao contrário do que acontece com outros aparelhos, são os pais que, com argumentos como “assim consigo localizá-lo” ou “pode entrar em contato comigo em caso de alguma emergência”, proporcionam a seus filhos menores o acesso a esses dispositivos.
No entanto, a realidade indica que o uso que se faz desse aparelho não corresponde à necessidade de comunicação com os pais. As crianças usam o celular para manter contato com seus amigos mediante envio de SMS, ou como aparelho destinado ao lazer.
Oportunidades
O celular permite que os pais se coloquem em contato com seus filhos a qualquer momento. Ao mesmo tempo, as crianças podem se comunicar com seus pais ou amigos em caso de necessidade. Isso proporciona segurança e tranquilidade. Além do mais, o celular nos permite receber informações e dados que nos ajudam na gestão do dia a dia: avisos, notícias, notas, convites etc.
Por último, cada vez mais, o celular tende a ser a nossa tela única. Com ele podem ser feitas muitas coisas que antigamente exigiam diversos aparelhos: câmera de foto e vídeo, tocador de MP3, rádio, agenda eletrônica, conexão com a Internet etc.

Intercâmbio de experiência
Compartilhe suas experiências educativas relacionadas às novas tecnologias e conheça as iniciativas de outras famílias na página do Gerações Interativas. Dica: a página está em espanhol, mas os internautas brasileiros podem escrever em português. |
Riscos
Dependência ou uso excessivo
Muitas crianças afirmam se sentir inquietas e ansiosas quando se veem obrigadas a prescindir do celular. Os experts estimam que já existam dois viciados para cada mil pessoas que usam a telefonia celular.
Diferentemente das outras telas, a idade de início é muito baixa, devido ao fácil acesso que as crianças têm a esse sistema de comunicação e ao fato de que não existe uma rejeição social a seu uso.
Acesso a conteúdos nocivos
O celular pode permitir que as crianças acessem conteúdos pouco recomendados. Alguns exemplos:
• Serviços premium – logos, animações, vídeos, protetores de tela de mau gosto ou até pornográficos. • Acesso à Internet – por tudo de bom e ruim que esse meio tem, é uma janela aberta na tela do telefone. • Troca de arquivos multimídia de conteúdo, em alguns casos, grosseiro, pornográfico ou até ilegal.
Consumismo
As crianças não costumam entender os gastos envolvidos no uso de um celular. Muitas vezes porque não se responsabilizam por ele. Isso as leva a consumir muitos produtos ou serviços dos quais poderiam prescindir. Elas também costumam trocar de celular com muita frequência, procurando um modelo com tecnologia mais avançada e design mais moderno. Além do mais, a tela do telefone celular se transformou numa janela aberta à publicidade de qualquer tipo de serviço.
Contatos não tão desejáveis
Muitas crianças fornecem seu número de celular a desconhecidos. Algumas delas sofrem algum tipo de assédio sexual posteriormente.
Cyberbullying
O celular pode ser usado para fazer bullying, ou assédio escolar. Existem crianças que o utilizam para enviar mensagens ameaçadoras ou ofensivas a outras. Também distribuem fotos ou vídeos de colegas com o objetivo de ridicularizá-los. Tudo indica que essa modalidade de assédio está aumentando.
Rendimento escolar
A maioria das crianças não desliga o celular enquanto estuda ou faz os deveres escolares. Há outras que também usam o aparelho quando estão no colégio. Isso pode provocar uma queda no desempenho escolar, por falta de concentração nas lições. É muito comum que as crianças estejam atentas ao celular quando já estão na cama. Isso pode causar perturbações durante o sono que afetam o rendimento escolar.
Alguns Conselhos
 |
Pensem juntos sobre a necessidade do celular
Avalie se a criança realmente precisa do celular. Se a resposta for afirmativa, veja se ela precisa a todo momento ou somente em algumas ocasiões. Pense também sobre que tipo de celular seria suficiente para cobrir essas necessidades. Faça uma lista das situações em que seria conveniente que a criança dispusesse do celular. Analise essa lista com a própria criança.
Selecione um celular de acordo com a sua idade e necessidades
Se optou pela compra do celular, este deve se adequar a cada criança ou adolescente. As operadoras atuais dispõem de centrais específicas para jovens, onde os serviços, jogos ou ferramentas são controlados ou adaptados a eles.
Controle os gastos e o torne responsável
Opte por um sistema de pagamento que permita controlar os gastos e as chamadas realizadas. Incentive o binômio responsabilidade-privilégio. O gasto do celular deve ser custeado pela criança. O celular será permitido enquanto for usado corretamente. Se for usado de forma inapropriada, será confiscado durante algum tempo.
Mostre outras formas de comunicação
Mostre à criança que existem outros meios de comunicação entre as pessoas: correio eletrônico, telefone fixo, postais e cartas.
Crie uma cultura de uso do celular
Nela, como sempre na educação, os pais devem ir na frente, dando exemplos, pautas e critérios: quando e onde devem desligar o celular, quando e como se responde às ligações.
Crie um “estacionamento” de celulares
Pense em um espaço na casa onde colocar os celulares de todas as pessoas, para que todos desfrutem o tempo em família sem interrupções.
Fonte: Gerações Interativas Tradução: Carla Jimenez
_____________________________________
Veja também:
• Videogames: passatempo digital
• Televisão, a rainha
• Internet: a rede que envolve tudo
|